terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

MOVIMENTO NEGRO

MOVIMENTO NEGRO


O que é: Conjunto de diversos movimentos sociais afrodescendentes que lutam com o objetivo de resolver seus problemas na sociedade, em particular os provenientes do preconceito e da discriminação. A população negra brasileira chegou ao século XXI sem o mesmo padrão de vida e sem as mesmas oportunidades da população considerada branca. Tanto sua ascensão econômica como o exercício de seus direitos ainda são restritos pela dificuldade de acesso à educação, saúde e ao mercado de trabalho.


HISTÓRICO DO MOVIMENTO NEGRO

De 1538 a 1888: Estima-se que de 3,5 milhões a 4 milhões de negros foram trazidos da África para o Brasil, escravizados, como força de trabalho. Neste período havia o Movimento de Resistência Negra contra a escravidão e se manifestou através da quilombolagem e o bandoleirismo. O quilombo constituía de um povoado de 7 quarteirões feito de palhoças, para abrigamento de escravos fugidos, chegando a acolher índios ameaçados de extermínio e brancos perseguidos e injustiçado da sociedade escravocrata. O bandoleirismo se organizava para promover guerrilha de grupos de escravos fugidos para atacar povoados e viajantes nas estradas.

De 1888 a 1936: Após a abolição da escravatura os grupos negros se incorporam aos diversos movimentos populares, como o de Canudos e da Revolta da Chibata. No âmbito cultural, surgiram as primeiras manifestações como o samba e grupos teatrais negros, como a Companhia Negra de Revista, em 1927 e a Companhia Batata Preta, em 1928, que tratavam a mistura de raças como a essência da alma brasileira. Em 1931, nasceu a Frente Negra Brasileira – FNB de ideologia eclética e foi à primeira organização a desenvolver o mito da democracia racial brasileira.

De 1937 a 1964: Em 1937 a ditadura de Getúlio Vargas passou a reprimir o movimento negro extinguindo a Frente Negra Brasileira. Somente em 1941 o movimento negro voltou a se manifestar com a fundação do Teatro Experimental Negro – TEM, através de Abdias Nascimento, antigo membro da FBN. Em 1945 foi fundado o Comitê Democrático Afro-brasileiro, dando início à discussão na esfera política sobre o acesso do negro à educação, sobre os direitos trabalhistas e a necessidade de implementar a reparação pelos anos da marginalização sofrida pelos afrodescendentes. A partir de 1950, o movimento negro inicia sua rearticulação com a fundação em 1954, da Associação Cultural Negra – ACN, surgindo como movimento de reivindicação ideológica.

De 1964 a 1985: A ditadura militar inviabilizou as manifestações de cunho racial e passou a utilizar do mito da democracia racial em propaganda oficial. Na década de 1970, o movimento negro norteamericano, a oposição de esquerda à ditadura militar no Brasil e a luta anticolonialista dos países africanos de língua portuguesa, inspiraram o movimento negro brasileiro a consolidar seu projeto reivindicativo e atingir o auge, nomeando Zumbi dos Palmares, como o herói da resistência negra e instituiu o dia 20 de novembro como o dia nacional da Consciência Negra. Em 1978, diversos grupos do movimento negro fundaram o Movimento Negro Unificado – MNU, tendo como bandeira o reconhecimento dos seus direitos e pela criminalização do racismo. O MNU foi o começo de uma nova fase de luta dos negros por seus direitos, deixando de ser apenas manifestação cultural ou articulação isolada contra a desigualdade racial, para se tornar movimento social politizado.

De 1988 a 2000: Neste período houve avanços nas lutas institucionais do movimento negro, contra o racismo e uma maior aceitação da sociedade em relação ao assunto, como conseqüência dos avanços foi criada em 1998, a Lei 4370 que estabelece cotas para artistas negros em filmes.

De 2001 a 2012: Uma nova fase vem se abrindo no movimento negro, com a entrada em cena do movimento cultural hip-hop, expressando a rebeldia da juventude afrodescendente. A nível institucional, em 2001, o Brasil participou da Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlatas, organizada pela ONU e sinalizou um compromisso internacional do país ante a redução das desigualdades raciais. Em 2003 foi criada a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, com status de ministério e em 2004 foi criado o Conselho Nacional de Promoção de Igualdade Racial – CNPIR, em 2005, o governo federal instituiu o Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial – ANPIR.
Em 2004 o Projeto de Lei 3627 instituiu reservas de vagas para alunos negros de escolas públicas, nas universidades federais e em 2005 foi criado o PROUNI pela Lei 11096/2005 que permite Programa Universidade para Todos e que favorece os negros.
Em 2011 passou a funcionar a Universidade Federal da Integração Luso-afrobrasileiro – UNILAB.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MOVIMENTOS SOCIAIS

MOVIMENTOS SOCIAIS


O que é: São sistemas de práticas sociais constituídos de acordo com a ordem social, cujo objetivo é transformar a estrutura do sistema social através de ações revolucionárias ou não numa conotação classista e em última instância, o poder estatal.

Como agem os movimentos sociais: Iniciam nos processos de negociação, passam pelos protestos organizados e chegam aos confrontos declarados.

Níveis de representação das sociedades civis:
1 – Associativismo local: Associações civis.
2 – Movimentos comunitários.
3 – Sujeitos sociais com causas sociais ou culturais do cotidiano ou voltados ao terceiro setor. Exemplo: Movimento Sem Terra – MST.

A sociedade civil é a representação de vários níveis de como os interesses e os valores de cidadania se organizam em cada sociedade para encaminhamento de suas ações em prol de:
- Políticas sociais e públicas.
- Projetos sociais.
- Manifestações simbólicas.
- Pressões políticas.

Os movimentos sociais na história

- Na antiguidade: Movimentos dos escravos e os movimentos religiosos.
- Na Idade Média: Os movimentos dos camponeses – servos.
- Na Idade Moderna: Movimentos de mercadores e de religiosos.
-Na Idade Contemporânea: Movimentos de operários, movimento ecológico, movimento pacifista, movimento feminista.

Elementos constitutivos dos movimentos sociais

1 – Projeto: É a proposta a que se objetiva o movimento social, para a mudança ou para a conservação das relações sociais. No projeto devem constar as estratégias para atingir o objetivo.
2 – Ideologia: É o elemento fundamentador o projeto e as práticas do movimento social revelando sua visão de mundo e definindo o sentido das lutas, a forma de organização e a direção do movimento social.

Organização: É a hierarquização do movimento social e pode ser descentralizado, quando é desvinculada do corpo dirigente fixo e predeterminada de forma coletiva ou pode ser centralizado, quando é vinculado, com papel de liderança.

Movimentos sociais atuais

1 – Forum Social Mundial – FSM: Movimento social de âmbito internacional, foi criado em 2001 e tem bandeiras de lutas como o mundo sem excluídos, luta contra a globalização neoliberal, construção do desenvolvimento humano e buscar a superação da dominação de mercados em cada país e nas relações internacionais. O FSM reúne-se anualmente em países diferentes, com movimentos sociais do mundo inteiro. Em 2012, o encontro acontecerá na cidade de Porto Alegre no período de 24 a 28 de janeiro.
Site: www.forumsocialmundial.org.br

2 – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST: É um movimento social brasileiro e tem como principal bandeira de luta a implantação da Reforma Agrária no Brasil. Foi criado em 1993 no Paraná, possui grande viabilidade a nível nacional, devido as suas manifestações públicas e ocupação de terras para a Reforma Agrária.
Site: www.mst.org.br

Movimento Estudantil

Movimento social existente a nível internacional e nacional na área da educação, tendo como sujeitos os próprios estudantes, é de caráter policlassista e constantemente renovado. Sua origem no mundo remonta ao século XV na Europa e, no Brasil, organizou-se em 1937 com a realização do I Congresso Nacional dos Estudantes Brasileiros. Organiza-se desde o nível internacional, nacional, regional e por escolas. Historicamente luta pelos interesses dos estudantes no âmbito educacional e por questões a nível de interesses coletivos da população brasileira. A nível nacional é representada pela União Nacional dos Estudantes – UNE e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES e nas escolas representada pelos grêmios estudantis.
Site: UNE: www.une.org.br

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

AUTORES CLASSICOS DO PENSAMENTO SOCIOLOGICO

Autores Clássicos do Pensamento Sociológico

1. Karl Marx (1818 – 1883)
2. Emile Durkheim (1858 – 1917)
3. Max Weber (1864 – 1920)

1. Karl Marx

Considerado o maior gênio do 2º milênio, nasceu na Alemanha, era descendente de judeu e filosofo de formação acadêmica. É o pai do socialismo científico, escreveu várias obras, destacando-se O Manifesto Comunista e O Capital, a obra mais lida do mundo, depois da Bíblia. Esses livros foram utilizados como guia para a realização da Revolução Russa em 1917. Ao acreditar que o relacionamento econômico era determinante na sociedade, provocando o conflito de classes sociais, desenvolveu a Teoria do Conflito Social. Baseado no conflito de classes sociais, Marx pode estruturar historicamente a evolução das sociedades humanas, conforme a configuração abaixo:

• Sociedade Comunista Primitiva: Foi à primeira forma de organização da sociedade humana e não havia conflito social porque não existiam classes sociais e o trabalho era realizado com base na divisão sexual. No mundo, existiam as sociedades tribais anteriores às civilizações do Oriente, África e Europa. No Brasil, a sociedade comunista primitiva existia em 1500 quando o território foi invadido pelos portugueses que passaram a destruir a sociedade indígena.

• Sociedade Escravista: Foi à primeira forma de organização social humana baseada no conflito social, devido ao conflito de classes existente entre os senhores, a classe social que vivia da produção da outra classe social, os escravos. Os exemplos mais característicos são a sociedade grega e a sociedade romana, na antiguidade.

• Sociedade Feudal: O conflito social existente se dava entre os Senhores Feudais que viviam da produção da classe social dos servos que garantiam toda a produção da sociedade. As sociedades da Europa na idade média eram feudais.


• Sociedade Capitalista: O conflito social existente se dá entre a burguesia que vive da produção da classe social dos trabalhadores que garante a produção da sociedade. Exemplo: Estados Unidos, Brasil, Japão e Alemanha.

• Sociedade Socialista: Nesta sociedade o conflito passa a ser superado devido à destruição da classe burguesa pela classe trabalhadora através da Revolução Social, passando o Estado a preparar a sociedade para uma nova organização social, a sociedade comunista científica. Exemplo: sociedade chinesa, sociedade cubana, sociedade Coreana do Norte.

• Sociedade Comunista Científica: Considerada a forma mais elevada de organização social humana, com o desaparecimento de todas as contradições existentes e a extinção do próprio Estado. O povo passa a se autogovernar com todas as carências materiais superadas. Ainda não existe sociedade neste estágio de desenvolvimento social.


2. O Marxismo e a Desigualdade Social

Marx afirmou que a igualdade jurídica não bastava porque a maioria da sociedade não era contemplada com a igualdade de fato e que deveria ter fundamento material. Diante disso, passou a lutar por mudanças sociais que oferecesse perspectivas reais de supressão e eliminação das injustiças estabelecidas com base no problema da desigualdade que era conseqüência das relações sociais. Historicamente a desigualdade está fundamentada nas relações estabelecidas através da propriedade privada dos meios de produção.

• O Marxismo e a desigualdade da sociedade em que vivemos: Sociedade Capitalista

O Marxismo critica as idéias de liberdade e igualdade do pensamento liberal ao entender que, esse conjunto de valores expressa apenas o interesse de uma classe social, a burguesia e não os valores do conjunto da sociedade. Para Marx, as desigualdades na sociedade burguesa é engendrada no sistema de organização social no qual a classe que produz, a classe trabalhadora, e a outra, a burguesia, que se apropria da produção da classe trabalhadora.

3. O Marxismo e a Violência

Para o marxismo uma sociedade instalada com base na exploração do homem pelo homem é uma sociedade da violência, devido às contradições que passam a ser geradas no seio dessa própria sociedade. No caso da violência da sociedade capitalista, somente a transformação do capitalismo com uma nova sociedade, a sociedade socialista será superada a violência, devido à criação de novas instituições sociais e novas relações sociais e que somente a classe mais prejudicada na sociedade capitalista, a classe trabalhadora, será capaz de provocar transformações através de uma revolução social socialista.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SOCIOLOGIA - VIOLÊNCIA

Escola de Ensino e Fundamental e Médio José de Alencar
Disciplina: Sociologia – 3º ano
Professor: José Roberto


VIOLÊNCIA

O que é; Atitude comportamental causadora de dano ou intimidação moral a uma ou mais pessoas, aos seres vivos ou dano a objetos.

Agressividade e Violência: Enquanto a agressividade se caracteriza pela disposição para o desencadeamento de conduta hostil, a violência se caracteriza pela ação agressiva baseada na corrupção, ira e na impaciência.

Causas da Violência

- Condições de organização de sociedade.
- Abismo entre ricos e pobres.
- Falta de oportunidade aos jovens.
- Deficiência do sistema educacional.

A Violência na História

A violência foi e ainda é o motor da história, do ponto de vista político dificilmente é encontrada uma comunidade histórica que não tenha utilizado da violência como a guerra para se consolidar como civilização ou grupos detentores do poder.

Principais Tipos de Violência:

1 – Violência Estrutural e Sistêmica: Está relacionada à dominação econômica e política das classes sociais, grupos e nações que se utilizam de Leis e Instituições para manter seus privilégios, como se fosse um direito natural.
2 – Violência Doméstica: É o abuso do poder exercido pelos pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes e acontece através da violência física, psicológica, abuso sexual, negligência e abandono. Inclui-se também na violência doméstica a violência nas relações do casal, na qual a mulher é vítima.
3 – Violência de Gênero: É considerada em razão do gênero e se manifesta em forma de estupro, violência sexual, prostituição forçada, assédio sexual. A violência contra a mulher inclui-se na violência do gênero, que desde os tempos bíblicos vem passado por graves violações, em seu direito à vida, à liberdade e a disposição do seu corpo. Na antiguidade, a mulher era vista como reflexo do homem, tida como objeto a serviço do seu amo e senhor e instrumento de procriação. Na idade média, a mulher tinha a função de obedecer ao marido e gerar filhos. Na idade contemporânea tem havido avanços nos direitos da mulher mais há muito o que conquistar.
4 – Violência Policial: Acontece através do uso da força física contra outra pessoa de forma ilegal, assim com o uso desnecessário ou excessivo de força para resolver pequenos conflitos ou, uso irregular, escandaloso ou chocante de força física contra outra pessoa ou o uso de mais força física, por parte do aparelho policial.

A Violência na História Brasileira

A maneira como o Brasil foi colonizado e governado contribui enormemente para o aumento da violência:
- Escravidão de índios e africanos.
- Colonização mercantilista.
- Coronelismo.
- Oligarquias.
- Burocracia estatal autoritária.

A partir da 2ª metade do século XX, vários fatores novos passaram a contribuir para a violência no Brasil:
- Urbanização acelerada.
- Forte aspiração de consumo.
- Incapacidade do poder público de enfrentar a violência.
- Corrupção.

Violência no Brasil Atual

A sociedade brasileira está incluída no grupo das sociedades mais violentas do mundo, incluindo a violência nas ruas, assaltos, seqüestros, extermínios, violência doméstica, violência familiar, violência contra a mulher e violência policial.

O Brasil tem um custo diário de R$ 300 milhões e mesmo com menos de 3% da população mundial, concentra 9% dos homicídios do planeta.

Abaixo o número de mortes violentas por homicídio no Brasil:

Ano Mortes Mortes por 100.000 hab.
1980 13.910 11,7
1990 31.989 22,2
2000 45.360 25,8
2010 49.932 26,2

A morte por violência no Brasil vem atingindo principalmente os jovens da faixa etária de 15 a 24 anos, tendo um crescimento de 48% no período de 2000 a 2010. Enquanto a morte de não jovens é de 19,2 por 100.000 habitantes, a morte de jovens chega a 51,6 por 100.000 habitantes.

A morte de jovens por suicídio e por acidente de transito também é maior do que a morte de não jovens.

As soluções para a violência vão além da segurança pública e do poder judiciário eficiente e eficaz, requer também o atendimento da demanda urgente no sistema educacional, emprego, saúde, habitação com políticas públicas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SOCIOLOGIA DO TRABALHO - DESEMPREGO

Escola de Ensino e Fundamental e Médio José de Alencar
Disciplina: Sociologia – 3º ano
Professor: José Roberto

Sociologia do Trabalho

O que estuda: Estuda as relações sociais e interações entre indivíduos e grupos relacionados com a função econômica da produção e distribuição de bens e serviços necessários a sociedade.

O Desemprego no Brasil

O Brasil no Contexto Internacional

O Brasil é considerado um dos principais países do mundo devido a sua pujança geográfica é o 5º maior território do mundo, com previsão de ser a 6ª maior economia mundial no final de 2011. Além disso, possui a maior biodiversidade do planeta e está entre as maiores reservas de riquezas naturais.
A população de 192 milhões de habitantes possui grande potencial em força de trabalho, deixa o Brasil em grande vantagem em reserva de mão-de-obra a nível mundial. No entanto, a concentração de renda, aliada à corrupção tem prejudicado as condições de trabalho e de vida da população durante décadas. As estimativas apontam que somente em 2055 o povo brasileiro terá o padrão de vida que o povo europeu tinha no ano de 2010.

DESEMPREGO

O que é: É a parte da população economicamente ativa em condições saudáveis para exercer alguma atividade na sociedade e por circunstâncias determinantes não está podendo realizar sua função social.

Órgãos que medem o desemprego: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, do Governo Federal e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, pertencente aos sindicatos de trabalhadores.

O Desemprego no Brasil

No período de 1991 a 2002, o Brasil teve as mais altas taxas de desemprego chegando a um montante de 7,8 milhões atingindo principalmente as mulheres, jovens e pessoas que concluíram o nível fundamental e o nível médio, atingindo inclusive as pessoas de nível superior que passaram a ter grande dificuldade de conseguir emprego.
A partir de 2003, com mudança da política econômica no Governo Lula, foram criado postos de trabalho, diminuindo o nível do desemprego no Brasil.

Situações do Trabalho no Brasil em 2003

• População em Idade Ativa – PIA ------------------------------------------- 143 milhões
• População Econômica Ativa – PEA ------------------------------------------- 88 milhões
• Ocupação ------------------------------------------------------------------ 79 milhões
• Desemprego ----------------------------------------------------------------- 9 milhões
• Informal ------------------------------------------------------------------ 55 milhões


Emprego no Brasil

O Mercado de Trabalho no Brasil: O Mercado de Trabalho no Brasil historicamente se difere dos países desenvolvidos pelo fato dos salários serem baixos, pela informalidade e pelo alto disparidade da pirâmide salarial com os 10% mais ricos possuindo renda media 44 vezes mais que o 10% mais pobres, enquanto nos países desenvolvidos está diferença é de apenas 5 vezes.

Trabalho Formal: No período de 1983 a 1999, o nível de emprego formal cresceu apenas 1% ao ano, enquanto a população economicamente ativa cresceu 1,8% ao ano, provocando um aumento de desemprego a uma taxa de 15% ao ano.
De 2000 a 2002, o emprego cresceu 3,6% enquanto a População Economicamente Ativa – PEA cresceu 3,4%, sofrendo pouca alteração no desemprego que chegou a 12,6% no ano de 2002.
A partir de 2003, o desemprego foi diminuindo porque foram sendo criados postos de trabalho passando a ter os seguintes dados:
• 2003: 12,3%
• 2004: 11,4%
• 2005: 9,8%
• 2006: 9,9%
• 2007: 9,3%
• 2008: 7,8%
• 2009: 8,1%
• 2010: 6,7%
• 2011 (até set): 6,2%

Trabalho Informal: No período de 1991 a 2002, o trabalho informal atingiu 58% da População Economicamente Ativa – PEA, no total de 45,4 milhões de pessoas.

Primeiras Civilizações do Mundo

Escola de Ensino e Fundamental e Médio José de Alencar
Disciplina: História – 1º ano
Professor: José Roberto

Primeiras Civilizações do Mundo

1. O que é Civilização: Pessoas vivendo em sociedade. Tendo em frente um governante, com cidades e um sistema de escrita.

1.1. Diferença entre Civilização e Comunidade Primitiva
• Laços pessoais: Na comunidade primitiva as pessoas viviam em laços de parentesco e dos costumes, na civilização os laços de parentesco são quebrados e surge a competição.
• Propriedade: Na comunidade primitiva, a propriedade era coletiva, na civilização a propriedade é privada.
• Mulher: Na comunidade primitiva a mulher era Deusa, na civilização é subjugada ao homem.

1.2. Fatores que provocaram o surgimento da Civilização
• Surgimento das classes sociais (desigualdade)
• Formação do Estado (governo, exército)
• Divisão social do trabalho (profissões)
• Aumento da produção econômica (estoque)
• Subjugo da mulher (prostituição)

1.3. Premissas para o surgimento da Civilização
• Sedentarismo
• Agricultura
• Criação de animais

1.4. Situação da Mulher na Civilização
• Até sob pretextos sagrados a mulher devia submeter-se aos caprichos do homem.
• A mulher era considerada propriedade, primeiro do pai e depois do marido.
• A casar luz função de resumir em procurar e cuidar do lar.
• O marido procurava prazer não com a esposa, mas com prostitutas ou concubinas.

2. Primeiras Civilizações do Mundo

Consideravam-se as primeiras civilizações aquelas primeiras sociedades que criaram um sistema de escrita.
Quando uma sociedade apresenta um sistema de escrita significa que a mesma já possui:
- Propriedade de Terra.
- Metalurgia.
- Estado (responsável pela escrita).
- Divisão em classes sociais.
Porque o aparecimento da escrita foi respaldado da formação do Estado:
- Anotação dos gastos e cobranças de impostos pelos funcionários do Estado.

Período da História das Primeiras Civilizações:
Idade Antiga – 4000 a.C. a 476 d.C.



- No Oriente próximo surgiram as civilizações e se desenvolveram por meio da agricultura praticada as margens dos grandes rios:
- Rio Nilo
- Rio Tigre
- Rio Eufrates
- Rio Indo

Modo de produção das primeiras civilizações: Modo de Produção Asiático

Antiguidade Oriental

1 – Desenvolveram-se a partir da Revolução Agrícola há 8 mil anos.
2 – Foi um processo histórico que permitiu a sedentarização de grupos humanos em determinadas regiões.
3 – Aumento demográfico em função da oferta de alimentos (agricultura e criação de animais).
4 – Aprimoramento técnico nas atividades produtivas e especialização do trabalho.

Características das Civilizações da Antiguidade Oriental constituindo-se no Modo de Produção Asiática.

1 – Economia baseada na agricultura, com produção de excedentes.
2 – Construção de grandes obras de engenharia.
3 – Crescente divisão do trabalho e início da exploração social.
4 – Surgida de uma elite, com lideres militares, sacerdotes, membros da realeza e nobres.
5 – Regime de trabalho predominante compulsório, prestado por servos e escravos.
6 – Centralização política – administrativa, culminando com a Constituição do Estado.
7 – Caráter crescentemente teocrático do poder político com o desenvolvimento de religiões.

Localização:
- Oriente Próximo
- Índia
- China
- África

• Base econômica das primeiras civilizações: agricultura.
• Classe laboral: camponeses presos a terra que não podiam abandonar seu local de trabalho e viviam submetidos à servidão.
• Proprietário das Terras: Estado, governado por Imperador, Rei ou Faraó.
• No período de entressafra os trabalhadores eram deslocados dos campos para construção de obras públicas, como canais de irrigação e monumentos.

Os Estados do Oriente Próximo
- Egito
- Babilônia
- Assíria
- Fenícia
- Israel
- Pérsia



2.1. Civilizações do Oriente Próximo: Egípcia, Mesopotâmia, Palestina, Fenícia, Pérsia.
• Modo de Produção: Modo de produção asiático.
• Base econômica: agricultura.
• Classe Laboral: camponeses presos a Terra.
• Propriedade de Terra: Estado.

2.2. Civilização Egípcia:

Organização Política

- Período Pré-Dinástico (4000 – 3200 a.C.)
- Período Dinástico (3200 – 525 a.C.)
- Antigo Império (3200 – 2300 a.C.)
- Médio Império (2000 – 1580 a.C.)
- Novo Império (1580 – 525 a.C.)

Organização Econômica

- Principal atividade: agricultura
- Outras atividades: - Criação de gado
- Indústria de Tecidos
- Caça e Pesca
- Comércio

Organização Social

- Faraó / Sacerdote/ Nomarcas/ Escribas/ Servos/Artífices/ Escravos

Organização Religiosa

- Politeísmo.
- O Faraó era o mediador entre os Deuses e os homens.

Organização Cultural

- Matemática (operação da soma, subtração e adição), calendário de 365 dias, 12 meses e semana de 7 dias.
- Astronomia e Astrologia (horóscopo)
- Medicina (anatomia)

1ª e 2ª Guerra Mundial

Escola de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar

Disciplina: História Professor: José Roberto – 3º ano – Noite

1ª GUERRA MUNDIAL

• Período: 1914 – 1918

• Causas:

- Econômica: Rivalidade entre a Alemanha e a Inglaterra
- Política: Mais importante: Nacionalismo, através do Pan-eslavismo (Sérvia, Bulgária, Montenegro) e do Pangermanismo, assim como o Prianismo e a Supremacia Nórdica.
• O sistema de alianças que levou á guerra

- Fundação da Liga dos 3 Imperadores: Alemanha, Áustria e Rússia, em 1873 por Bismark, durou até 1878.
- Fundação da Tríplice Aliança; Alemanha, Áustria e Itália, em 1882 por Bismark.
- Aliança Cordiale, entre a Inglaterra e a França em 1890.
- Tríplice Aliança: Inglaterra, França e Rússia.

• A Guerra

- Estopim: Assassinato do Arquiduque Francisco Ferdinando em 28/06/1914. Em 28/07/1914 a Áustria declarou guerra à Sérvia.

• Etapas da Guerra

- 1ª Etapa: Marcada pela expansão da Alemanha na frente Ocidental que inclui a Bélgica e o Leste da França.
- Setembro de 1914: Aconteceram combates denominados 1ª Batalha de Marne que conteve o avanço alemão.
- 1917: Foi o mais importante ano da Guerra, no qual marcou a entrada dos EUA no conflito e a saída da Rússia.

• Motivos da entrada dos EUA na Guerra

1 – Relações comerciais com a Inglaterra, França e Rússia aumentaram consideravelmente.
2 – Desejo dos EUA de desempenhar um papel dominante na restauração do mundo pós-guerra.

• Os EUA e a 1ª Guerra Mundial

- Inicialmente os EUA formularam declaração de neutralidade e propôs ser árbitro para solução do conflito.
- Os EUA lucravam muito com vendas de produtos industriais e agrícolas aos aliados.
- Em 1915, os EUA passaram a fazer empréstimos diretamente à Inglaterra e à França.
- Em 1915, a Alemanha iniciou a guerra submarina, bloqueando as ilhas britânicas aos aliados, afundando o navio Lusitânia, morrendo mais de 1000 pessoas dos quais 128 norte-americanos. A Alemanha também foi acusada de sabotagem em Washington através de diplomatas e militares alemães.



• Fatores que precipitaram a entrada dos EUA em 1917 na guerra

- Campanhas submarinas investidas pela Alemanha provocando o rompimento das relações diplomáticas por parte dos EUA.
- Articulação da Alemanha com o México para uma campanha ofensiva contra os EUA no Novo México, Texas e Arizona.
- Inicio da Revolução Russa.
- Os EUA entraram na guerra em 06/04/1917 enviando 365 mil soldados e em 1918 enviou 1,75 milhão de soldados para a França.

• Participação do Brasil na 1ª Guerra Mundial

- Foi modesta a participação do Brasil restringindo ao envio de alimentos, matérias-primas e medicamentos as nações da Tríplice Entente.
- A França, o Brasil enviou uma equipe de 100 médicos e um grupo de aviadores.
- A Marinha Brasileira passou a patrulhar as águas do Atlântico Sul.

• O Desfecho da 1ª Guerra Mundial

- Em 1918 a guerra terminou com a rendição da Alemanha.
- O saldo foi cerca de 10 milhões de mortos e 20 milhões de feridos.
- Os países envolvidos principalmente a Alemanha saíram arruinados.
- Houve desgaste dos ideais liberais como caminho para a prosperidade.
- Em 1919 foi assinado o Tratado de Versalhes.
- A partir da década de 1920 houve polarização entre ideologia de direita e de esquerda.




Escola de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar

Disciplina: História Professor: José Roberto – 3º ano – Noite


2ª GUERRA MUNDIAL

O que foi: Foi o maior conflito armado na história da humanidade, com a morte de 2% da população do planeta, 70 milhões de pessoas.
Período da guerra: 01/09/1939 a 02/08/1945

Principais Atores da Guerra
- Países do eixo: Alemanha, Itália e Japão
- Países aliados: França, Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos.
- Países neutros: Irlanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia.

Antecedentes da Guerra
- Crise do Capitalismo: Recessão, desemprego, falência.
- Militarismo.
- Redefinição de mercados pelas grandes potências.

Razões da Guerra
- Condições dos Tratados de Paz: Perdas territoriais, pagamento de indenizações, perda de colônias, forte sentimento de humilhação.
- Grande depressão: Intensificação do nacionalismo econômico, implantação de regimes autoritários na Europa, rearmamento.
- Política de apaziguamento: Política expansionista empreendida pela Alemanha, Itália e Japão.

Palco da Guerra
- Europa.
- Ásia: Principalmente regiões do Oceano Pacífico.
- África: Norte do Continente.

Fases da Guerra
- 1ª Fase (09/1939 a 06/1942): Os países do eixo se expandiam, a Alemanha inicia com a ocupação da Polônia, passando a ser a causa imediata da guerra, posteriormente ocupa a Dinamarca, Noruega, Holanda, Bélgica e França e invade a Iugoslávia, Grécia, Rússia e o Egito.

- 2ª Fase (06/1942 a 02/1943): A expansão dos países do eixo paralisa e os países aliados obtiveram as primeiras vitórias, com bombardeios de cidades alemãs pelos ingleses e nortes americanos, a União Soviética entra na frente Leste, os alemães e italianos são derrotados na África. Os Estados Unidos obtém a 1ª vitória na Ásia, com a Batalha de Midway.
- 3ª Fase (03/1943 a 09/1945): Derrota dos países do eixo. Os aliados retomaram o mar mediterrâneo e em junho de 1944, foi aberta uma frente de batalha com 3 milhões de soldados, com desembarque de 3 milhões de soldados, na Normandia, conhecido como dia D. Ao mesmo tempo os soviéticos marcham sobre Berlim na Alemanha. Em 9 de agosto de 1945 os alemães se rendem incondicionalmente. Em relação ao Japão, o conflito só se encerrou após o maior ataque da história da humanidade ao serem lançada bombas atômicas em Hiroshima em 06/08/1945 e com a persistência japonesa, foi lançada nova bomba atômica em 09/08/1945 em Nagasaki. Diante da destruição dessas duas cidades o Japão se rendeu em 19/08/1945, termina a 2ª Guerra Mundial.

Consequências da 2ª Guerra Mundial
- Redefinição da Ordem Mundial em favor das superpotências.
- Decadência do Poder Político, econômico e cultural Europeu.
- Descolonização da Ásia e da África.
- Início do conflito ideológico entre EUA e URSS, conhecido como Guerra Fria.

O Brasil na 2ª Guerra Mundial

No período de 1939 a 1942, o Brasil ficou indefinido, ora se posicionava ao lado do Eixo, ora se posicionava ao lado dos Aliados. Em junho de 1940, o Presidente Getúlio Vargas exaltou o sucesso nazista.
Em setembro de 1940, os Estados Unidos empresta 20 milhões de dólares ao Brasil, forçando o país a se unir aos aliados.
Em janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações diplomáticas com o Eixo e em agosto declara guerra, após o afundamento de vários navios por submarinos alemães e colocou à disposição dos Aliados 25 mil homens que se integraram ao 5º Exército Norte Americano. O Brasil obteve desempenho bastante satisfatório na Guerra.